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Índice


The NA Way Magazine, publicada em inglês, francês, alemão, português e espanhol, pertence aos membros de Narcóticos Anônimos. Sua missão, portanto, é oferecer informações de recuperação e serviço, assim como entretenimento ligado à recuperação, que trate de questões atuais e eventos relevantes para cada um de nossos membros, mundialmente. Em sintonia com esta missão, a equipe editorial está dedicada a proporcionar uma revista aberta a artigos e matérias escritas pelos companheiros do mundo todo, e com informações atualizadas sobre serviço e convenções. Acima de tudo, é uma publicação dedicada à celebração da mensagem de recuperação – “que um adicto, qualquer adicto, pode parar de usar drogas, perder o desejo de usar, e encontrar uma nova maneira de viver.

The NA Way “Manual do Proprietário”

The NA Way Magazine é uma revista de serviço e variedades, dirigida ao membro de NA. Além dos relatórios-padrão dos serviços mundiais, o seu conteúdo editorial abrange desde experiências pessoais de recuperação, passando por humor e nostalgia, até pontos de vista sobre assuntos do interesse de NA como um todo. Buscamos um espírito de unidade e respeito mútuo, sem nos abstermos de controvérsias, quando é oferecida uma solução construtiva. Recebemos artigos nos mesmos idiomas em que publicamos as edições da The NA Way: inglês, francês, alemão, português e espanhol.

Todos os originais estão sujeitos a um processo de revisão e edição, e deverão vir acompanhados do documento de Cessão de Direitos Autorais, assinado.

Estes são os critérios para publicação nas diversas seções da revista:

Artigos
Qualquer matéria, incluindo relatórios sobre assuntos atuais ou eventos de NA, ensaios históricos documentando o surgimento de NA em uma área, região ou país. Favor enviar primeiro um pedido de informações. Máximo: 2500 palavras.

Partilhas
Experiência pessoal de recuperação, de 500 a 2000 palavras.

Parábolas
Textos ficcionais, nos quais o autor ilustra um princípio espiritual ou algum tipo de lição relativa à recuperação. Máximo: 1500 palavras.

Humor
Recortes de boletins de NA (incluindo material da The NA Way Magazine), erros de leitura da literatura de NA em eventos etc. Outros artigos humorísticos podem incluir uma lista dos “dez mais”, paródias sobre a literatura de NA e questionários de múltipla escolha. Máximo: 1000 palavras.

Servidor de Confiança em destaque
As comunidades de NA estão convidadas a apresentar descrição dos servidores de confiança locais, que gostariam de ver publicados na The NA Way Magazine. Os artigos deverão incluir o primeiro nome e inicial do último sobrenome do servidor, posição e informações de contato do grupo ou corpo de serviço que esteja apresentando o servidor para esta coluna. Terão de ser acompanhados de um parágrafo de, no máximo, 50 palavras, descrevendo o porquê deste servidor ter a honra de aparecer na coluna.


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O privilégio do auto-sustento:
Quem é responsável pelos serviços de NA?

Na Conferência Mundial de Serviço de 1997, os participantes adotaram o Guia para Serviços Locais. Este novo manual de serviço descreve algumas alterações na maneira como podemos prestar serviços na estrutura de NA. Uma dessas mudanças é a total remodelação do sistema de fluxo financeiro descrito no Guia, que inclui a prática de doações diretas dos grupos para os serviços de área, regional e mundial. Entretanto, se pretendemos que nossos esforços em serviço sejam bem sucedidos no futuro, deveremos olhar para além dos meros mecanismos do fluxo do dinheiro em nosso sistema de serviços e consultar nosso coração a respeito do princípio do auto-sustento.

Apresentaremos, inicialmente, um breve histórico do fluxo financeiro em Narcóticos Anônimos. As primeiras edições dos manuais de serviço da nossa irmandade recomendavam doações diretas, dos grupos, para todos os níveis de serviço. Em 1982, porém, a Conferência Mundial de Serviço aprovou a revisão das seções do manual de serviço relativas ao grupo, área e região. Os grupos deveriam repassar seus fundos excedentes aos comitês de área - que repassariam seus excedentes às regiões, que fariam fluir seu superávit para os serviços mundiais. As contribuições diretas, conforme sugestão do Guia adotado na época, foram substituídas por esse sistema, que transferia fundos excedentes de cada nível de serviço para o seguinte.

Como foi então que fechamos o ciclo? Como chegamos novamente ao ponto de partida, após decorridos tantos anos? Bem, em muitos casos, os excedentes financeiros não foram repassados: os recursos acabam se esgotando na área, sobrando muito pouco, ou nada, a ser repassado à região e aos serviços mundiais.

“E daí?”, perguntam alguns companheiros. A região, assim como os serviços mundiais, parecem estar funcionando bem com o que recebem; além do mais, será que o seu serviço afeta meu grupo de escolha? Acontece que os serviços mundiais e as regiões (em alguns casos, mesmo áreas e grupos) vêm dependendo cada vez mais de atividades para angariar fundos, tais como convenções, festas, venda de souvenirs e uma maior margem de lucro na venda de literatura, para compensar a falta de apoio dos grupos. De uma forma bastante realista, os membros dos nossos grupos de escolha foram afetados pela ineficácia do nosso fluxo financeiro – pagam taxas de inscrição mais caras nas convenções, às vezes os comitês e quadros de serviço não prestam contas, diretamente, àqueles a quem prestam serviço e, principalmente, pagam preços mais elevados pela literatura de recuperação.

Para muitos companheiros, estas questões vêm se tornando cada vez mais problemáticas na irmandade. Corpos de serviço que se desviam do nosso propósito primordial por problemas de “dinheiro, propriedade e prestígio” (grande parte das vezes, as convenções geram enormes quantias de dinheiro, que estimulam um excesso de gastos extravagantes por parte de comitês de convenção bem intencionados); o acúmulo de reservas prudentes altíssimas, para ter capital de giro para promover festas e outras atividades; e a criação de um “negócio” em torno da venda de mercadorias, que freqüentemente parece nos desviar do foco espiritual do nosso programa. Todos os sintomas acima descritos indicam uma menor dedicação ao nosso propósito primordial e uma crescente falta de prestação de contas aos grupos, em nome dos quais os serviços de NA estão supostamente a serviço, em primeiro lugar.

Nosso esforço em prestar serviços a uma irmandade em crescimento, pois, confronta-se com um sério dilema: Sabemos da necessidade de dinheiro para proporcionar tais serviços, mas a sacola não arrecada os recursos necessários para custeá-los. As doações dos nossos grupos, simplesmente, não são suficientes para proporcionar os serviços essenciais ao crescimento da irmandade, e para levar a mensagem ao adicto que ainda sofre.

Mas até mesmo essa constatação não é novidade. Nos idos de 1986, o Comitê Financeiro da Conferência Mundial de Serviço elaborou um relatório especial dirigido à irmandade, sugerindo que o fluxo financeiro era “incapaz de sustentar muitos segmentos da nossa estrutura de serviço, em muitos lugares do mundo.” O Comitê Financeiro enfatizou bastante seu descontentamento com nosso sistema, que qualificou de ineficaz: “Os problemas fiscais que o Fluxo Financeiro acarreta para a irmandade como um todo precisam ser tratados, antes que atinjam proporções mais amplas.”

E qual foi a resposta do Comitê Financeiro para nosso problema financeiro coletivo? Doações diretas dos grupos para todos os níveis de serviço – um retorno ao nosso sistema anterior, que havia sido substituído em 1982. O comitê também apresentou uma proposta, que denominou de “Plano 60:30:10”. Segundo o plano, os grupos doariam 60% de seus excedentes para as áreas, 30% para sua região e 10% diretamente para os serviços mundiais.

O Boletim n.º 22 dos Custódios, intitulado “Doações Diretas”, também discorre a favor desse tipo de contribuição, ressaltando, ainda, um ponto da maior importância: “As contribuições diretas não representam uma formula mágica que irá nos livrar de todos os problemas financeiros. Nossa responsabilidade, enquanto membros, de custear os serviços que solicitamos, é um assunto que requer ampla discussão.”

Este ponto é extremamente válido. Com a aprovação do Guia para Serviços Locais, adotamos, mais uma vez, oficialmente, as contribuições diretas para todos os níveis do serviço. Entretanto, sem discutirmos o princípio do auto-sustento, essa “reinvenção da roda” poderá não acarretar qualquer mudança na capacidade coletiva da nossa irmandade de custear os serviços de NA. Como membros, precisamos discutir o quanto ficamos aquém da nossa responsabilidade de apoiar a estrutura de serviço.

Temos de questionar até que ponto podemos continuar baseando nossa prestação de serviços em fontes precárias e imprevisíveis, como a renda das convenções, venda de mercadorias e lucro com a venda de literatura. É sensato continuar a apostar o futuro da irmandade em fontes de renda tão instáveis? Precisamos nos perguntar: O que deveria acontecer com o dinheiro que coloco na sacola a cada reunião, após pagar o aluguel da sala, suprimentos, literatura e café? Por que não estamos recolhendo dinheiro suficiente, através da Sétima Tradição, para pagar adequadamente pelos nossos serviços. Pois nenhum sistema financeiro mirabolante, antigo ou novo, fará qualquer diferença, enquanto não for discutida amplamente na irmandade a nossa responsabilidade pelo auto-sustento. Se o dinheiro não estiver caindo na sacola, os serviços não podem ser pagos. Ponto.

Para um de nossos antigos companheiros, isso ficou bastante claro. Em um boletim dos custódios, escrito em 1985, esse companheiro descreveu a real questão por trás de todas as nossas tentativas de ajuste definitivo do fluxo financeiro. Ele escreveu: “É triste constatar que, em nossos esforços de recuperação, tenhamos tamanha mudança de atitudes e de ação, passando de pessoas desprendidas, grandiosas e gastadoras, a indivíduos avarentos e egoístas, cheios de racionalizações e justificativas para nossas ações ... Esquecemos que cada um de nós teve de suportar seus hábitos, de qualquer forma possível. Se pudéssemos dar apenas uma pequena parcela do dinheiro e do empenho que gastamos em drogas, como seria fácil levarmos a mensagem de recuperação àqueles adictos desafortunados que ainda não encontraram NA.”

O problema pode não residir no sistema do fluxo dos recursos. Podemos ter esquecido, simplesmente, de onde viemos, e o quanto nos custou ficarmos limpos. Ou o que significa manter o que temos, passando adiante. “Permanecer auto-sustentáveis através das nossas próprias contribuições” é uma enorme transformação para muitos de nós, que apenas quisemos receber, durante tanto tempo. Depender de convenções e lucro com literatura para pagar nossos serviços é um jogo arriscado. Como seria importante para os adictos que sofrem no mundo inteiro se os recursos da irmandade se tornassem estáveis como os grupos – a coluna vertebral de Narcóticos Anônimos.

Ao mesmo tempo em que olhamos com orgulho e gratidão a eficácia da nossa mensagem e maneira de viver, devemos olhar à nossa volta e examinar nossos princípios. Precisamos nos dedicar de novo ao princípio do auto-sustento através de nossas próprias contribuições. Temos de encarar o fato de que um dólar não tem mais o alcance de antigamente, nem para comprar comida, nem na sacola da nossa Sétima Tradição. Vamos relembrar o que aquele companheiro escreveu há uns doze anos atrás: “A sobrevivência de NA depende de todos nós. Aquele pouquinho que deixamos de dar pode significar a diferença entre a vida ou a morte de um adicto. E esse adicto podia ter sido você.”

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Cartas à redação

Gostaria de ler a respeito da história de NA

Dei uma olhada no protótipo da nova NA Way, e acredito que irá funcionar. Na oficina local para discussão do Relatório da Pauta da Conferência, da qual participei, foram debatidas as propostas para a nova NA Way. Quando o coordenador perguntou quantas pessoas recebiam a revista, lamento informar que apenas quatro entre 39 presentes eram assinantes. Sentirei falta da arte da capa. Espero que, de alguma forma, utilizem arte de adictos nesse novo formato.

Gostaria muito de ler mais a respeito da história da nossa irmandade. Possuo algum material de fonte desconhecida, mas quero, realmente, ver algo que possa ser confirmado como uma parte válida da nossa história.

Mike H, Illinois

A mudança traz crescimento

Parabenizo as pessoas de NA por elaborarem esta nova revista e oferecê-la a leitores como eu. Sou dedicado ao serviço, portanto, evidentemente, li as moções do CAR e, em princípio, elas me preocuparam. Meu primeiro impulso foi, “Chega de NA Way!” Mas compreendo os problemas que vocês enfrentam. E as mudanças ocorreram, como era para acontecer.

Uma das dádivas que recebi através da aplicação do programa na minha vida foi a capacidade de ter a mente aberta. Posso ver a questão por outros pontos de vista, que não apenas o meu. Sei que precisamos considerar o bem da coletividade. Com as mudanças vem o crescimento. Continuo do lado de Narcóticos Anônimos, sentindo-me muito grato pelas bênçãos que venho recebendo.

Thomas F, Maryland
A revista The NA Way Magazine agradece o envio de cartas dos seus leitores. As cartas dirigidas ao editor podem ser em resposta a qualquer artigo publicado ou, simplesmente, algum ponto de vista sobre assunto em destaque na Irmandade de NA. As cartas deverão conter, no máximo, 250 palavras, sendo que nós nos reservamos o direito de editá-las. Todas as cartas têm de conter assinatura, endereço correto e número de telefone. Serão utilizados, como subscrição, o primeiro nome e última inicial, a menos que o autor da carta solicite anonimato.

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Um novo começo para a The NA Way

Stu T, Ron S e Rogan A

Conselho Editorial da NA Way

A nova NA Way Magazine é mais do que, apenas, uma versão reformatada da antiga NA Way Magazine. Como?

Em primeiro lugar, a nova NA Way será publicada em diversos idiomas. Além do inglês, sairá também em francês, alemão, português e espanhol. Este fato, isoladamente, já demonstra o crescimento da nossa irmandade. Até agora, os membros de NA que viviam em comunidades onde estes idiomas são falados, estiveram limitados à partilha em reuniões locais, literatura de NA traduzida (na maioria dos casos, em recente desenvolvimento) e – às vezes – um boletim local produzido no idioma pátrio. Apesar de serem recursos maravilhosos e proporcionarem meios para um adicto encontrar recuperação, a comunidade como um todo necessita estar em contato com NA mundial, para saber-se parte de algo que transcende as fronteiras nacionais, barreira lingüísticas e diferenças culturais. Esta é uma grande notícia para quem escreve artigos, também. Se o seu idioma materno é o inglês, proceda da maneira habitual: envie seu artigo para publicação. Se for aprovada, sua partilha será impressa em cinco idiomas e enviada a cerca de 26.000 destinatários. Que tal, para levar a mensagem?

E se você falar francês, alemão, português ou espanhol? Como será afetado pela nova sistemática? Pela primeira vez, você poderá escrever artigos sobre recuperação em seu idioma nativo, enviando-os para publicação. Quando chegarem ao WSO, nós os traduziremos para o inglês (em benefício de nosso conselho editorial). Uma vez aprovado para publicação, aparecerá em seu idioma original, na edição da The NA Way, e será traduzido para publicação nas edições da revista, nos outros idiomas.

Mais do que apenas trabalho

Outra diferença da nova NA Way é a inclusão de relatórios de serviço. Além das notícias de serviço que vêm sendo veiculadas tradicionalmente no Newsline do WSO, Conference Digest, PI News (Notícias de IP) e H&I News (Notícias de H&I), haverá também – esperamos – uma vasta experiência de serviço local. Buscaremos, ativamente, comunidades de NA que tenham alguma experiência de serviço que possa beneficiar outras comunidades: um serviço de IP original, uma solução bem-sucedida para a habitual falta de servidores de confiança na área etc. Esperamos receber, ainda, diferentes pontos de vista. Pretendemos ver representada, verdadeiramente, a diversidade de opinião e experiência existente em nossa irmandade, e não hesitaremos em imprimir um ensaio que desafie os enfoques tradicionais.

Os relatórios dos serviços mundiais serão dirigidos ao membro de NA, que apenas deseja saber, em linhas gerais, o que está acontecendo na irmandade. Qual a situação do WSO? Que novas literaturas e/ou traduções estão em andamento? Como os projetos nacionais e internacionais de IP e H&I estão promovendo o crescimento e a reputação de NA, e como isso irá ajudar o adicto que ainda sofre? Quando e onde acontecerá a próxima convenção mundial? E mais.

Os servidores mundiais e funcionários do WSO estão bastante excitados com as possibilidades de comunicação que se abrem com a nova NA Way. Durante muitos anos, nós nos frustramos com a incapacidade de nos comunicarmos diretamente com os grupos. Todas as vezes que um companheiro nos dizia que nossa comunicação não era eficaz, ou suficientemente ampla, ou no idioma certo, sentíamos profunda frustração e redobrávamos nosso empenho. As publicações elaboradas no passado não alcançavam os grupos, porque dispunham de uma lista de destinatários muito restrita, ou, como no caso do Newsline, não eram percebidas como portadoras de informações importantes. A nova NA Way será nossa oportunidade de relatar o que se passa nos serviços mundiais, e de fazê-lo com um objetivo muito importante: receber retorno de vocês. Acreditamos que, se os nossos companheiros souberem o que acontece em NA, mundialmente, nos informarão como se sentem e o que pensam a respeito do que estamos fazendo. Quanto melhor conhecermos as necessidades da nossa irmandade, tanto melhor poderemos desenvolver serviços que atendam esses anseios.

O que permanecerá igual?

A nova NA Way continuará com os artigos que a irmandade demonstrou desejar: o calendário das convenções e eventos, os quadrinhos cômicos do “Grupo de Escolha” e a possibilidade de qualquer membro enviar artigos, com chances de serem publicados.

Quanto custará?

O preço é uma das maiores vantagens da nova NA Way: ela é totalmente gratuita! Basta apenas você ligar ou escrever para o WSO solicitando-a. Entretanto, devido à possibilidade real da lista de assinantes vir a se tornar maior do que podemos acomodar, pediremos, de tempos em tempos, que os destinatários reconfirmem seu desejo de continuar recebendo a revista. Este procedimento também nos auxiliará a manter registros atualizados de nossos grupos, membros e comitês de serviço. Evidentemente, a nova NA Way acarretará custos – na realidade, US$ 85.000,00 por ano. O WSO vem sempre absorvendo essas despesas, a fim de cumprir sua missão de prestar serviços e promover o crescimento e desenvolvimento de Narcóticos Anônimos. A irmandade de NA, contudo, atingiu um ponto em seu crescimento organizacional, no qual precisaremos começar a discutir o futuro – o que pretendemos fazer, e como vamos pagar por isso. Veja o relatório completo na página 1.

The NA Way pertence a vocês, membros de NA. Sugerimos que a leiam e que escrevam para ela. O “Manual do Proprietário”, explica como proceder para enviar uma história. Estaremos de olho na nossa caixa de correspondência.

The NA Way Magazine
PO Box 9999
Van Nuys, CA 91409 USA
tel (818) 773-9999
fax (818) 700-0700


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Partilhas

Rendição Completa

Como para a maioria dos adictos, a minha foi uma história de guerra, na qual todas as batalhas por mim vividas mesclaram-se em uma massa indefinida, à qual me refiro hoje, simplesmente, como “minha ativa”. Quando começo a falar, flagro minha tendência a tentar impressionar vocês com minha valentia, o quanto me droguei, como era esperta – mas tenho procurado não fazer mais isso. Basta dizer, com relação às drogas, que usei tudo o que pude, por todas as vias imagináveis. Quando não havia um meio de usar drogas, eu o criava. Fiz todo o possível para colocar para dentro qualquer coisa que me garantisse mais um dia de sobrevivência em um mundo incompreensível que, entretanto, pretendia controlar. Eu não era esperta, nem mesmo valente. Estava perdida, confusa e solitária.

Agora sei que o Primeiro Passo não me manteve limpa, nem tampouco me mantém limpa hoje. Sabia do Primeiro Passo desde os meus primeiros três ou quatro anos de uso. Sabia que era uma adicta. Eu era impotente. Minha vida era um caos, e continuaria sendo. Simplesmente, era a vida que podia se esperar de alguém como eu. Vivia, sabendo que jamais mudaria. Uma vez adicto, sempre um adicto. Sei que vocês que estão lendo esta história conhecem o sentimento.

Como muitos adictos, passei por prisões, instituições e estive perto da morte. Saí de muitas overdoses, graças a profissionais bem-intencionados, para depois xingá-los por atrapalharem meu sono. Por vezes considerei a morte uma boa alternativa para a degradação, as facas, as armas, curras e surras, pânico, sangue, torturas, corpos, terror, paranóia, ruelas, necessidade de agradar os outros, gélidos sorrisos, olhares vazios, cambaleando por ruas escuras, as familiares calçadas desertas, dormindo em corredores encharcados de urina, dia após interminável dia, em diferentes cidades – mas a morte nunca chegava, e tudo continuava na mesma.

Não fiquei limpa porque quisesse. A simples idéia me apavorava mais do que qualquer outra coisa na vida já me assustara. Observava uma pessoa espremendo tomates na mercearia e me perguntava como podia ocupar-se com tomates, se todos morreríamos, de qualquer maneira. Como uma pessoa, no sinal, poderia achar que tinha alguma importância o que fazia ou para onde ia? Eu não era como eles e não poderia viver daquela maneira. Não conseguia verbalizar como me sentia mas, fosse o que fosse, doía demais e, se o resto do mundo soubesse o que eu sabia, todos estariam usando, também.

Uma vez, parei à beira de um rochedo, segurando minha filha de três anos no colo. Pensei em largá-la, deixando que se espatifasse nas pedras lá embaixo, acabando com sua vida. Era preferível a deixá-la crescer e descobrir a verdade que eu conhecia. Não queria que conhecesse a dor que eu sentia, que tivesse de passar pelo mesmo que eu. Considerei um ato de amor acabar com ela assim, ainda ingênua e inocente. Retrocedi, colocando-a de volta no carro, molhada de suor.

Em 1979, já me submetera a um programa de metadona, tinha vadiado, me divorciado, perdido minha casa, estava sendo despejada mais de uma vez, tinha abandonado meus filhos, sem qualquer auto-respeito ou alguma daquelas coisas que a maioria das pessoas passam suas vidas tentando conseguir. Só possuía minhas drogas, e a vida vazia que as acompanhava. Em 1983, casei-me com meu companheiro de ativa. Pouco tempo depois, quase perdia meu pé, tentando aplicar drogas. Fiquei de muletas, dormindo 22 horas por dia. Meu marido roubava meu analgésico; minha dor era física, emocional e espiritual. Testemunhei um assassinato por overdose, e contei o que vi. Os amigos do traficante ficavam batendo à minha porta. Como não atendia, bateram tão forte, que temi pudessem quebrá-la e encontrar-me. Passei a viver no banheiro. Paranóica, desiludida e suicida.

Naquela época, um antigo colega de uso levou-me à primeira reunião de NA. Quando entrei cambaleante, vocês estavam lá para me receber, como quem se importava comigo. Estava doidona, fiquei acenando com a cabeça e babando. Não lembro de muita coisa, sei apenas que não me atiraram na rua pelo meu comportamento e palavras inadequadas, como todos faziam. Abraçaram-me com força e me disseram para continuar voltando.

Um parente sugeriu que meu marido e eu nos tratássemos. Obviamente, impusemos nossas condições: dividir o mesmo quarto, TV e piscina, fora do estado. Ele foi para um lugar, eu fui para outro. Fiquei em uma clínica psiquiátrica, mais uma entre tantas na minha vida. Ele saiu logo e ficou limpo. Saí logo e usei no avião de volta.

Vendêramos nossa mobília, e nos mudamos para a casa dos pais dele. Passei por mais e mais tratamentos. Passei por semi-internatos de todos os tipos. Continuei usando. Também continuava indo às reuniões, quando conseguia reunir coragem. Apesar de bem recebida, sentia-me dolorosamente deslocada, pois sabia que nunca conseguiria ficar limpa por muito tempo. Afinal, eu era uma adicta, e os adictos nunca mudavam. Mesmo assim, ficava limpa por trinta dias, sessenta, noventa, trinta, trinta, e assim por diante. Cada recaída tinha a sua história. Uma vez foi o armário dos remédios, na outra, um médico charlatão, um frasco de xarope, uma garrafa de vinho. Continuava voltando às salas, a despeito do poço escuro do fracasso em que mergulhava, cada vez mais fundo. Não tinha outro lugar para onde ir.

Após seis meses limpa, com a ajuda de vocês – o máximo até aquele momento – encontrei-me outra vez no estacionamento de uma drogaria, com um frasco de xarope de codeína nas mãos. Com o movimento aperfeiçoado ao longo da minha existência, levei o frasco à boca e engoli todo o seu conteúdo. Desta vez, porém, não permaneceu no meu estômago. Vomitei. Estava louca por uma onda, e a droga derramada nos meus sapatos. Já não me restavam veias e, agora, nem mais meu estômago funcionava. Percebi, pois, que eu não era apenas um fracasso em recuperação, mas usando, também. Chorei o meu destino: o limbo, um purgatório, um mundo intermediário entre a adicção ativa e a recuperação. Sentada no estacionamento, fitando meus sapatos sujos, as lágrimas escorrendo, sabendo que as drogas haviam perdido o poder de me ajudar a sobreviver. Sem drogas para entorpecer minha dor, minha vida seria solitária e vazia, um insignificante vagar pelo tempo e espaço – não poderia viver daquela maneira. Só uma coisa a fazer: meter o carro num poste e acabar com tudo.

Outra coisa naquele dia, contudo, me incomodava, algo de que não conseguia me desligar. Freqüentara reuniões e ouvira adictos – com suspeita, ceticismo e dúvida – mas ouvira. Cada um de vocês tinha sua própria verdade, não muito diferente da minha; cada um com sua própria dor, que havíamos partilhado, também. Acreditei que vocês pudessem compreender o que ninguém mais podia, talvez entendessem como era a vida que eu estava levando, ou, quem sabe, até mesmo a tivessem experimentado. Pela primeira vez na minha vida, em meio à dor que as drogas não anestesiavam, pensei que talvez houvesse esperança e que ela, possivelmente, estivesse em vocês.

Então, naquele estacionamento, finalmente, ultrapassei aquele longo Primeiro Passo, abandonei a luta e me rendi, de corpo e alma. Acreditei, verdadeiramente, que apenas um poder maior do que eu poderia devolver-me à sanidade. Conscientemente, decidi entregar minha vontade e minha vida aos cuidados daquele poder e, quando o fiz, a esperança começou a brilhar na escuridão. Não atirei meu carro no poste, aquele dia. Entrei em uma sala de NA novamente mas, desta vez, completamente entregue a Deus, a vocês e aos princípios do programa de NA. O dia seguinte era 4 de maio de 1984.

Estou completando hoje 13 anos limpa. Obrigada.

Maimu A, Ohio

A Conferência Mundial de Serviço
aos olhos de um membro

Estou sentado, tentando elaborar meu relatório para a região, sobre a Conferência Mundial de Serviço. Certamente, formularei um relatório objetivo; mas, no momento, só consigo recordar as passagens mais tocantes da conferência. Possivelmente, por ser meu último ano como participante, tenha sentido, mais de uma vez, aquele nó na garganta, uma sensação de que ia chorar em público. Mas creio que não foi só por isso. Não fui o único a ficar emocionado quando o representante das Filipinas pediu à conferência que retomasse seu rumo, ou quando Anthony E, um dos co-diretores executivos do WSO, no palanque, buscou conter suas lágrimas, ao relatar o falecimento da funcionária Debbie G, durante o expediente. Não fui só eu que fiquei eufórico quando um recém-chegado, limpo há 14 dias, perguntou: “Como posso participar?”, e toda a conferência aplaudiu de pé, dizendo-lhe que ele já fazia parte. Não fui o único a conter a emoção quando o representante do Japão concluiu sua partilha, através de um intérprete, e disse em inglês: “Eu não posso, nós podemos”.

Acontecem mais coisas em uma Conferência Mundial de Serviço do que se pode documentar, posteriormente, através de procedimentos parlamentares e contagem de moções nas atas. Pode ser que alguns avaliem a conferência pelo que foi, ou não, aprovado; mas eu classificarei esta conferência de uma forma bastante pessoal: pelos eventos e pessoas que a compuseram. Estes, sim, continuarão a tocar minha vida, muito tempo depois de aprovada a última moção.

Nick G, Massachusetts

Uma grande dádiva

Olá, meus amigos do mundo inteiro.

Minha história é a mesma de todo mundo. Usei durante muitos anos, e, hoje, estou limpo, porque vocês me ensinaram a viver à maneira de NA. Ainda estou aprendendo, e desejo participar da vida.

Tenho um filho de três anos de idade, e sou um excelente pai para ele. Tenho lhe dado todo o amor que não recebi quando criança. O início da minha recuperação foi um período confuso. Não conseguia lidar com meus sentimentos, não sabia o que fazer com meu filho. Sentia-me bastante culpado por não cuidar dele. Meu padrinho (que Deus o abençoe) ensinou-me que, se não assumisse a responsabilidade por mim e pela minha recuperação, não poderia cuidar de mais ninguém. Não vivo com a mãe do meu filho, mas temos um excelente relacionamento. Não usamos nosso filho para nos atingir e sabemos muito bem que devemos essa habilidade ao fato de estarmos em recuperação.

Estou limpo há pouco tempo. Em breve, completarei meu terceiro aniversário. É muito para mim. NA comemorou, recentemente, dez anos de existência na Suécia, e pude estar presente, juntamente com todos os meus amigos em recuperação. Não é uma dádiva maravilhosa!

Na reunião, ontem à noite, senti-me imensamente grato por ter sido devolvido a suficiente sanidade, para aprender com meus erros. Ontem, antes da reunião, caminhei pela minha antiga vizinhança e encontrei um velho conhecido. Perguntou-me se conhecia alguém que tivesse algo. Talvez devesse tê-lo chamado para a reunião de NA, mas não o fiz.

Hoje, vou limpar meu apartamento, e receberei meu filho esta noite. Proporcionarei a nós dois um banho, estarei barbeado, haverá roupa de cama para nós dois. E como dormirei bem. Acho que não há droga que substitua esta sensação.

Permanecerei em recuperação, com vocês, um dia de cada vez. Obrigado por me ajudarem a viver maravilhosamente.

Anders S, Suécia

Não espere para se abrir

Estou limpo hoje. Alguns dias é mais difícil me manter assim – não porque eu queira fazer a cabeça e me divertir; mas por querer morrer ou, simplesmente, me anestesiar por algumas horas.

Estava limpo há nove anos quando, uma noite, solitário e isolado, sucumbi ao desejo auto-destrutivo e peguei uma caixa de tranqüilizantes, prescritos para outra pessoa. Agora, estou limpo há 18 meses. Ao contrário da primeira vez em que fiquei limpo, não tive síndrome de abstinência, tive vergonha. Diferentes da primeira vez são também as inúmeras vezes, durante o dia, em que desejo morrer.

Mas isso não é novidade para mim. Na verdade, desde a minha infância, até o começo de 1987, foi uma constante em minha vida. Tudo o mais podia mudar: meus casos, minha sexualidade, as drogas, endereço, sotaque, meu nome e meus amigos. Mas não esse sentimento. Todo o tempo, e pelo menos uma vez por dia (quando não era durante todo o dia), eu queria morrer, simplesmente. Aprendi muito a meu respeito naqueles primeiros nove anos. Para começar, eu era um adicto completo, que podia usar cafeína e açúcar como substâncias alteradoras do humor, com a mesma facilidade com que usara drogas – portanto, tinha de cortá-las.

Depois percebi (é bem verdade que meu padrinho e meu Poder Superior perceberam antes, e me chamaram atenção) que estava sendo compulsivo no serviço, ou seja, freqüentando quatro grupos de escolha, com um encargo em cada um; assumira responsabilidades no serviço da área, em dois subcomitês, plantão da linha de ajuda, sete afilhados etc. Então, tive de abdicar (de tudo, exceto da linha de ajuda e dos afilhados), até aprender a ser moderado. Acredito, contudo, que as pessoas que captam o programa são aquelas envolvidas em algum tipo de serviço em seus primeiros dois anos limpos. Ajuda a desenvolver um sentido de pertencer. Só extrapolei um pouco.

Minha filha passou a me ver menos do que quando eu usava drogas E minha companheira – bem, talvez ela tenha sido uma das razões para eu prestar tanto serviço. Assim, não precisava parar para ver como a nossa relação estava conturbada. Foi quando comecei a perceber que meu método de relacionamento com as pessoas não funcionava muito bem com qualquer um – muito menos, para mim.

Algumas pessoas em NA consideram co-dependência uma palavra horrível. Não é o meu caso. Na minha opinião, é apenas mais um defeito de caráter que precisamos trabalhar, rezar e, espero, aprender a viver sem ele.

Parece apresentar alguns níveis. Mal acredito ter avaliado sua extensão, já ressurge em outro lugar, com suas raízes mais profundas em minha psique, do que eu a julgava profunda! Ouvi vocês partilharem dificuldade semelhante com alguns de seus defeitos, portanto, sei que não estou sozinho. Continuo martelando, um dia de cada vez.

Pois muito bem, quando fiz cinco anos e parecia que minha vida estava tomando um rumo (havia terminado aquele relacionamento e mantinha apenas um encargo no serviço, trabalhando em tempo integral e estudando à noite), meu Poder Superior entendeu que eu estava pronto para nova empreitada.

Comecei com sensações, emoções e memórias que jamais havia experimentado. Revelou-se um bom motivo para eu sempre acabar descobrindo, depois, que meus amigos de NA mais próximos eram sobreviventes de incesto. Óbvio, portanto: eram pessoas como eu, literalmente, pois eu também o era.

Ignorei o fato por uns tempos. “Deixa eu resolver este semestre, depois cuidarei disso”, ou “Só preciso melhorar minha média para entrar na universidade”, ou “Primeiro vou retirar os adesivos de nicotina”. Você sabe como funcionam essas coisas quando você as ignora – vão se infiltrando em todas as áreas da sua vida!

Foi quando uma de minhas queridas amigas morreu desta doença. Considerando sua história, fica difícil avaliar se foi um acidente ou suicídio. Estava limpa há seis anos. Comecei com aconselhamento, embarcando nessa nova viagem de auto-conhecimento. Ficou mais difícil.

Como lidar com essa, agora? De que me abster, um dia de cada vez? Que defeito devo pedir para ser removido? Minha infância? Como encarar as reuniões de família com o protagonista do meu abuso, quando me sentia aterrorizado e enojado? Como lidar com a vergonha?

Larguei a universidade (não me ajudou) e iniciei um relacionamento com uma mulher que adoro (muito completo, mas a vergonha e o terror permaneciam). Larguei o emprego. Mudei. Larguei o serviço. Voltei a fumar e, por fim, no abandono da noite, usei, pois ainda queria morrer.

Desde então, voltei a me mudar. Não mantenho mais contato com a minha família. Minha companheira me dá todo o apoio possível, e continuo tendo instintos suicidas, regularmente. De alguma maneira, preciso encontrar uma forma de aplicar os passos a esta situação. Sim, há o aconselhamento e os grupos, que freqüento, mas o único recurso que, efetivamente, já operou alguma diferença em minha vida, são os Doze Passos de NA.

Assim, parei para analisar: O que eu fiz em 1987 e deixei de fazer em 1995, e continuei sem fazer em 1996? Então veio a resposta.

Quando estava limpo há três meses, em 1987, comecei a escrever o Quarto Passo. Eu o fiz, porque me perguntava: “Como saber se estou pronto para o Quarto Passo?”, e “Quando você percebe que fez o Terceiro Passo, de verdade?” Aquele companheiro, com mais tempo de recuperação, me pegou para conversar, após a reunião, e disse: “Tive a certeza de que estava trabalhando o Terceiro Passo, de verdade, quando comecei o quarto, porque, pode ter certeza, que não era minha vontade fazer um profundo e destemido inventário moral. Passe para ele”, concluiu, “você não precisa esperar por um sinal. Você não tem que esperar para se abrir.”

Meu Deus, estou chorando; tem que ser isso. Terei de escrever um inventário, incluindo tudo o que me aconteceu, o que fiz com isso, e como ainda está afetando a minha vida. A simples idéia me é aterradora. Por este motivo não o fiz até agora. Já recebi todos os indícios possíveis. Preciso de orientação, ajuda e apoio para esta empreitada. Meu grupo de escolha ainda não sabe o que o espera, mas encontrei a resposta. Como acontece com freqüência, encontrei minha resposta partilhando minha história e minha dor. Está na hora de pegar a caneta (mais poderosa do que a espada) e continuar a luta. Espero que minhas palavras possam ajudar alguém tanto quanto a mim. Obrigada pela oportunidade de partilhar.

Ros R, Austrália

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Serviço

Mudanças a caminho, 
para os serviços locais

Mary C-V, 2a. Vice-coordenadora
Conferência Mundial de Serviço
Após 15 anos de serviço em uma estrutura “temporária”, a Irmandade de NA tem, agora, uma estrutura permanente – pelo menos, para os serviços locais. Na Conferência Mundial de Serviço de 1997, seus participantes aprovaram o Guia para os Serviços Locais em Narcóticos Anônimos (cuja sigla, em inglês, é GTLS).

O que aconteceu ao Guia Temporário de Trabalho para a Nossa Estrutura de Serviço (em inglês, conhecido como TWGSS)? Com a aprovação do GTLS, a conferência também excluiu do TWGSS as seções relativas aos serviços locais, renomeando o manual para Guia Temporário para a nossa Estrutura de Serviços Mundiais. O alinhamento dos serviços mundiais será decidido e implementado dentro dos próximos dois anos, e a descrição da estrutura daí resultante substituirá, muito provavelmente, o texto do TWGSS, na ocasião. A conferência substituiu, ainda, o conteúdo do LIvreto do Grupo pelo capítulo “O Grupo de NA”, do GTLS.

O GTLS é o primeiro manual de serviços locais, em forma de livro, já aprovado pela conferência. A adoção deste novo guia representará uma mudança significativa para a maioria dos membros de NA. É o texto mais abrangente já escrito em NA a respeito dos serviços locais, e apresenta um novo conjunto de termos e encargos, aos quais todos temos de nos acostumar.

Os nomes e funções de alguns encargos do serviço são diferentes. Os papéis e responsabilidades de alguns níveis de serviço e a relação entre eles são descritos em maiores detalhes, tendo sofrido, em certos casos, mudanças radicais. Existe até mesmo uma estrutura reconhecida para serviços metropolitanos, entre duas os mais áreas. Estas são idéias completamente novas para muitas áreas, porém, como todas as idéias do GTLS, nasceram da necessidade e, muitas vezes, da experiência prática das comunidades locais de NA. Algumas idéias do nosso novo manual de serviço podem parecer muito estranhas; outras, talvez reflitam exatamente o que a sua área e região estejam fazendo.

Falando nisso, a área ainda é uma área, e a região, uma região?

Sim, os nomes mais familiares à Irmandade de NA – grupo, área, região e serviços mundiais – permanecem os mesmos, e obedecem a mesma seqüência de sempre: os grupos detêm a autoridade final sobre o resto da estrutura de serviço.

Mas muitos outros nomes mudaram, para refletir a mudança dos papéis e responsabilidades dos encargos. Onde falávamos de “representantes de serviço de área”, referimo-nos agora a “membros do comitê regional”. Onde existiam os “representantes de serviço regional”, hoje são os “delegados regionais”. No espaço vago, onde não havia nada, existem agora os “metropolitanos” e os “membros dos comitês metropolitanos”.

Principalmente, o GTLS enfatiza as funções, e não as formas. Ou seja, os serviços mundiais reconheceram que quem melhor decide como prestar serviços locais são as próprias pessoas que prestam esses serviços. Ao mesmo tempo em que o GTLS delineia certos conceitos que devem ser consistentes em toda a irmandade de NA, existe também ampla flexibilidade para adaptar determinadas funções às necessidades de cada comunidade de NA.

Como consta na introdução do GTLS, “Alguns trechos (do GTLS) podem ser inadequados para seu uso, seja por questões geográficas, nacionais ou de legislação, diferenças culturais ou estágio de desenvolvimento da sua comunidade de NA. Se for este o seu caso, sua comunidade de NA deverá sentir-se à vontade para adaptar o Guia, para que atenda suas necessidades, contanto que tais adaptações sejam consistentes com os Doze Passos de NA, as Doze Tradições e os Doze Conceitos para o Serviço.”

A maneira como cada comunidade de NA vai começar a utilizar o guia dependerá, em grande parte, da sua familiarização com ele. Algumas poderão já estar envolvidas com o serviço há vários anos, já tendo acompanhado a evolução de toda a restruturação dos serviços de NA. Outras podem ser completamente novas, sabendo apenas que os RSAs serão chamados agora de MCRs, mas que, de qualquer forma, irão à “região” para obter informações. O GTLS está baseado, tanto nos Doze Conceitos, como nas Doze Tradições. Portanto, para aprender a respeito do GTLS, é um bom começo desenvolver uma compreensão dos conceitos.

As comunidades de NA poderão planejar dias de aprendizado com oficinas sobre os Doze Conceitos e o GTLS. As reuniões de área e regionais poderão ser programadas com um espaço para estudo dos conceitos e do GTLS.

Uma das melhores formas para os comitês de serviço iniciarem a transição para o GTLS, é primeiro avaliar o quanto estão cumprindo o propósito primordial de NA. Isto poderá ser feito, utilizando-se o “Inventário da Área”, que se encontra no GTLS. O inventário poderá também servir para esclarecer necessidades e prioridades do serviço, que são considerações importantes quando da implementação do GTLS na comunidade de NA. Após realizar o inventário e discutir alguns dos modelos apresentados no GTLS, as áreas e regiões poderão se reunir com áreas e regiões vizinhas, e discutir as oportunidades de serviços compartilhados, ou apenas partilhar suas perspectivas a respeito das possibilidades locais. Estes debates poderão proporcionar uma sólida base de idéias para a implementação do GTLS e, simultaneamente, a continuidade do atendimento das necessidades da irmandade local, durante esse processo. Se uma comunidade sabe aonde deseja ir, fica mais fácil traçar um caminho para chegar lá.

Chegará o momento de apenas agir. Todo o planejamento do mundo, discussão, avaliação e reavaliação não levarão a lugar algum, se não forem seguidos pela ação. É a prática que traz a experiência e, partilhando nossa experiência, adquirimos o conhecimento necessário para aperfeiçoar nossos serviços e melhor levar a mensagem ao adicto que ainda sofre.

O Comitê de Procedimentos da WSC espera que as comunidades locais de NA se beneficiem com as sugestões apresentadas acima para a implementação do GTLS. O comitê também espera, com ansiedade, receber notícias do seu sucesso e dificuldades na adoção do guia, para que os outros possam se beneficiar da sua experiência. Escrevam para WSC Policy, a/c WSO.”

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Camisetas, canecas e caixas de música

Obrigações dos vendedores e direitos dos consumidores

A princípio, o WSO licenciou os vendedores, com o intuito de proteger a propriedade da irmandade e, ao mesmo tempo, permitir que os membros pudessem adquirir os produtos desejados, contendo as marcas registradas de NA. Um “vendedor autorizado” é uma empresa ou pessoa a quem foi concedida permissão limitada para utilizar as marcas registradas de NA, em mercadorias específicas, reconhecendo que essas marcas registradas não lhe pertencem. Assim, mantém-se a propriedade das marcas registradas de NA, claramente, conforme descrito no Documento de Guarda da Propriedade Intelectual da Irmandade, o qual exige que o WSO detenha a propriedade, em nome da Irmandade de NA.

Nos últimos quatro anos, cresceu drasticamente a atividade de processamento das solicitações dos vendedores. Grande parte da crescente demanda parte da irmandade (os grupos de NA, áreas e regiões têm solicitado que os vendedores se cadastrem junto ao WSO, antes de autorizá-los a venderem mercadoria em seus eventos e convenções).

Esse aumento no nível de atividade vem criando dificuldades para o WSO, devido ao tempo gasto e utilização de consultoria, na administração do processo de licenciamento de vendedores. Conseqüentemente, o Quadro de Diretores do WSO decidiu efetuar três alterações no processo.

A primeira: cobrar uma taxa anual de processamento, não reembolsável, no valor de US$ 50.00, e uma taxa anual de licenciamento de US 500.00 a todos os vendedores, a partir de janeiro de 1998. Todas as licenças solicitadas ou renovadas até dezembro de 1997, só terão validade até janeiro de 1998, quando os vendedores deverão solicitar outra permissão, nos termos da nova política. Acreditamos que os recursos do WSO devem ser utilizados para prestar serviços e apoio à irmandade. Esperamos que, com a cobrança das taxas no licenciamento de vendedores, possamos restituir alguns dos recursos, colocando-os a serviço das prioridades estabelecidas pela irmandade, durante a Conferência Mundial de Serviço.

A segunda alteração é que haverá apenas dois períodos, no ano, em que o WSO processará as solicitações de licenciamento: de 1 a 31 de janeiro e de 1 a 31 de julho.

A terceira mudança será parar por completo o licenciamento do WSO para vendedores de fitas de áudio. Chegamos a essa decisão, após ter recebido inúmeras perguntas e reclamações da irmandade, devido à nossa atual prática de permitir o uso das marcas registradas de NA nas fitas dos vendedores, o que dava uma falsa impressão de que seu conteúdo era endossado ou aprovado. Essa nunca foi a nossa intenção. A maioria das fitas são gravadas em eventos de NA, festividades ou convenções, promovidos por um grupo, área ou região. Qualquer área ou região, registrada junto ao WSO, já tem permissão do WSO para contratar um vendedor e criar algo para seu uso exclusivo. Isto significa que, se uma área ou região contratar um vendedor de fitas para um evento específico, o contrato poderá permitir que a empresa gravadora utilize as marcas registradas de NA e/ou o logotipo de seu evento nas fitas gravadas e vendidas no evento, contanto que a arte seja devolvida para a área ou região, uma vez encerrado o evento. Como esta permissão limitada já existe, não vemos razão para o WSO continuar a licenciar o uso das marcas registradas a vendedores de fitas.

Gostaríamos de esclarecer a questão do acesso de vendedores aos eventos da irmandade. A permissão do WSO para utilização dos logotipos e marcas registradas de NA não garante acesso automático aos eventos e festividades de Narcóticos Anônimos. Em outras palavras, só porque um vendedor chega até seu comitê de atividades ou convenções com um acordo de licenciamento em mãos, não tem o direito de vender mercadorias em seu evento, a menos que vocês permitam. A permissão de acesso a esses eventos é uma decisão que cabe somente ao comitê local de serviço. Da mesma forma, este acordo de licenciamento não é um endosso do WSO para o negócio, as práticas comerciais ou a política de preços do vendedor.

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E se organizássemos uma reunião
de H&I e ninguém aparecesse?

David J, Vice-coordenador
Comitê de H&I da WSC
Que coisa triste, não? Bem, aconteceu com quatro de nós, durante quase um ano. Há uns seis anos atrás, mudei-me para uma área bem rural no sudoeste da Pensilvania. A paz e o silêncio eram e continuam sendo maravilhosos. Três anos após me mudar para cá, acabei na prisão municipal por algumas horas (essa já é uma outra história). Durante o tempo em que lá permaneci, pensei em meu compromisso de H&I na cidade em que morava, e cogitei se haveria um comitê de H&I na minha nova área.

Duas semanas depois, entrei em contato com o coordenador de H&I local. Contou-me que, alguns anos atrás, levavam, regularmente, um painel à prisão municipal, mas que este havia se dissolvido e, agora, eles tinham dificuldade em cumprir os compromissos do comitê. Para encurtar a história, após diversos telefonemas e muito café, conseguimos autorização do diretor do presídio para levar um painel à prisão municipal. Tinha quatro líderes de painel motivados, e sentia-me ótimo. Estávamos devolvendo o que vínhamos recebendo, poderíamos fazer uma diferença.

Comecei a primeira reunião, que correu bem. A maioria dos detentos da instituição não havia ouvido falar em NA, mas escutaram atentamente. A freqüência começou a cair, após o primeiro mês. Nos cinco meses seguintes, foi de mal a pior. Houve um período de vários meses em que nenhum detento sequer apareceu para a reunião. Nossos corações estavam partidos. Após um ano de freqüência mínima, o coordenador de H&I da nossa área ligou para o diretor, deu-lhe um número de telefone, caso alguém requisitasse uma reunião de NA, e encerrou nossa reunião de H&I.

Senti-me pior do que na noite em que fui encarcerado naquela mesma prisão. Questionei meus motivos. Estaria agindo por teimosia? Fui às reuniões e partilhei a respeito. Foi em uma dessas reuniões que eu o vi – um dos adictos da cadeia que apareceu nos últimos meses em que realizamos a reunião. Disse-nos que estava tentando ficar limpo e agradeceu a H&I por ter feito tanta diferença em sua vida. Uau!

Agora, partilhamos um serviço de NA em outra instituição corretiva, não tão rural. Realizamos quatro reuniões mensais, com a presença de 20 a 30 adictos por reunião. Portanto, o que fazer se organizarmos uma reunião de H&I e ninguém aparecer? Depende do que vocês entendem por “ninguém”, creio eu.

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Começa o planejamento para a WCNA-27

Anossa próxima convenção mundial, a WCNA-27, será realizada de 3 a 6 de setembro de 1998, em San Jose, Califórnia, EUA. Pense bem, 1997 é a primeira vez em 26 anos em que não haverá uma convenção mundial. Estranho, mas é verdade! A WCNA ficou tão grande que a Conferência Mundial de Serviço passou uma moção, há três anos atrás, para torná-la um evento bianual.

Esperamos que a WCNA-27 seja uma das maiores convenções da nossa história. Os membros de NA conquistarão, virtualmente, o Vale do Silício, uma vez que lotaremos 14 hotéis. A convenção será realizada no Centro de Convenções San Jose. A reunião de sábado à noite e a comemoração do Dia da Unidade acontecerão na San Jose Arena, que tem capacidade para 20.000 lugares sentados. Vocês podem imaginar a emoção de ver companheiros de todos os lugares do mundo convergindo para uma das comunidades de NA mais antigas, a fim de celebrarem sua recuperação?

A cidade de San Jose planeja esticar um tapete vermelho para nos receber – San Jose, o coração do Vale do Silício, a 45 minutos de San Francisco, Monterey, Carmel-by-the-Sea, ou das praias de Santa Cruz. O centro da cidade estará agitado durante todo o fim-de-semana. Além da nossa convenção, a cidade realizará o Festival de Talento em Tapeçaria, oferecendo a habitual variedade de artistas, artesãos e música.

Neste momento, estamos a quinze meses do início da WCNA-27, e o seu planejamento já começou. Foi formado um comitê receptivo na região do Norte da Califórnia. Na ocasião em que este artigo for publicado, já terão sido selecionados o tema e logotipo da convenção, os eventos pagos terão sido programados e a ficha de inscrição estará sendo produzida. No final de dezembro, enviaremos à irmandade a versão do panfleto em inglês, e concentraremos nossos esforços na sua tradução para diversos idiomas. Se você quiser ser incluído na mala direta para o recebimento do panfleto, quando estiver disponível, ou se tiver alguma dúvida, ligue para a linha de ajuda da WCNA, telefone (818) 773 9999, ramal 200 (EUA). Até setembro!

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Nosso relacionamento com as instituiçõs

Paul M, Membro votante
Comitê de H&I da WSC
Com o passar dos anos, tenho visto comitês de H&I atravessarem muitas dificuldades em seu relacionamento com as prisões, centros de recuperação, de desintoxicação, semi-internatos e demais instituições. Acredito que poderíamos eliminar muitos dos problemas, melhorando nossa relação com as instituições em que promovemos reuniões de H&I.

Para ingressar na instituição, podemos adquirir cartas de apresentação do WSO (“sunshine letters”). São perfeitas para o nosso contato inicial. Têm sido muito úteis para nos apresentarmos à equipe funcional da instituição. Nossa apresentação costuma ser uma iniciativa conjunta dos membros dos comitês de IP e de H&I. Após esse primeiro contato, o comitê de H&I assume, iniciando seu painel regular na instituição.

Cada vez que H&I entra em uma instituição, precisamos agir com comprovada responsabilidade. É importante continuar a comunicação com a instituição, após iniciar um compromisso. O comitê de H&I da área poderá ter um encargo, que inclui este serviço como parte de sua atividade; ou então, seu coordenador poderá cuidar deste assunto. O responsável deverá cuidar para que quaisquer problemas sejam resolvidos rapidamente. Ajuda a manterem-se informados sobre quaisquer mudanças de regulamento na instituição.

Às vezes, somos convidados pela instituição a participar de cerimônias de premiação e a receber certificados ou placas pelo nosso trabalho. Contanto que os certificados ou placas sejam em homenagem a NA ou ao comitê de H&I, e não a indivíduos, é uma boa política de relações públicas aceitá-los. Desenvolvendo um bom relacionamento com uma instituição nós asseguramos, não apenas a permissão de levar a mensagem de NA lá dentro, como também abrimos as portas de outras instituições.

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H&I Slim 

H&I Slim Os leitores do H&I News conhecem o H&I Slim. Para aqueles de vocês que ainda não tiveram o prazer, H&I Slim é tipo do cara incrível. Está nos hospitais e cadeias do mundo todo. Pode-se dizer que está em todos os lugares, e sempre de partida. Perguntas sobre H&I? Precisa de ajuda? Escreva para H&I Slim, aos cuidados do WSO.

Prezado H&I Slim,

Existem muitos comitês de H&I em instituições corretivas na minha área. Tem sido difícil para os líderes dos painéis encontrarem membros disponíveis – sem falar que os companheiros parecem não querer nada com esses painéis.

Eu poderia participar de alguns deles. Tenho o tempo limpo necessário para levar uma mensagem clara, e tenho tempo para doar; alguns de meus amigos, porém, afirmam que não tenho nada a oferecer aos adictos reclusos, uma vez que nunca estive preso.

Pensei que fossemos todos iguais em NA. Uma de nossas literaturas ensina que não importa o que fizemos no passado. Estou assustado, mas sinto ter algo a oferecer, e sei que o comitê de H&I da minha área poderia contar com o meu apoio. O que devo fazer?

Confuso mas disposto
Caro Confuso,

A mensagem da nossa irmandade é que “um adicto, qualquer adicto, pode parar de usar drogas, perder o desejo de usar, e encontrar uma nova maneira de viver”; a liberdade que encontramos através dos Doze Passos pode ser dele também. Cada uma das nossas histórias varia de padrão individual, mas a mensagem é sempre a mesma.

O propósito de uma reunião de H&I é levar essa mensagem às pessoas impossibilitadas de freqüentar as reuniões regulares de NA. O princípio espiritual do anonimato ajuda-nos a reconhecer nossas semelhanças, e não nossas diferenças. Você tem razão. Não importa o que ou o quanto nós usávamos, quais eram nossos contatos, ou o que fizemos no passado. Hoje, focalizamos a solução para o nosso problema: a recuperação. Qualquer adicto, com boa-vontade para partilhar e que tenha capacidade de transmitir uma mensagem de NA clara e consistente, está perfeitamente qualificado para o trabalho de H&I.

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O trabalho de H&I após uma recaída

Jim S, Massachusetts
De vez em quando, os companheiros perguntam por que, após a recaída, é preciso readquirir o tempo limpo exigido para prestar serviço em H&I. A questão parece se apresentar com mais freqüência quando se trata de companheiro com substancial tempo limpo antes da sua recaída.

As diretrizes quanto ao tempo limpo sugeridas no Manual de H&I foram desenvolvidas com base em muitos anos de experiência. Uma consideração primeira sobre os requisitos de tempo limpo está relacionada ao princípio do anonimato – a experiência coletiva e a sabedoria daqueles que nos antecederam podem ser aplicadas a todos, independente de circunstância ou personalidade.

Outra consideração da maior importância é a mensagem que transmitimos em NA. Ela deve ser atrativa e conter experiência, força e esperança. Um adicto que recai mantém sua experiência, força e esperança? Não, infelizmente, elas se perdem com a recaída. Mas, quando retorna ao processo de recuperação – reuniões, apadrinhamento, passos – o adicto começa a reconstruir, novamente, sua experiência, força e esperança.

Omitir esta parte do trajeto da recuperação, relevando os requisitos de tempo limpo, é um desserviço ao adicto que recaiu, ao adicto que ainda sofre e aos outros envolvidos no serviço de H&I. A mensagem que transmitimos não reside em nossas personalidades individuais, nem mesmo em H&I – é a mensagem de Narcóticos Anônimos: nunca mais você terá de usar.

Em Narcóticos Anônimos, ficar limpo tem de vir em primeiro lugar. O tempo limpo não é uma questão de honra, mas é parte do nosso programa de atração. Nossa mensagem é que um adicto, qualquer adicto, pode parar de usar drogas, perder o desejo de usar e encontrar uma nova maneira de viver. Tudo isso leva tempo, que é contado, simplesmente, a partir do nosso primeiro dia limpo.

Ser um “recém-chegado” no trabalho, em casa, em uma nova cidade e em recuperação pode ser difícil. Requer humildade. Mas a humildade é o estado ideal para um adicto. Narcóticos Anônimos precisa que cada um de nós esteja aberto para servir onde formos precisos, solicitados e qualificados para fazê-lo.

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Dentro ou fora, a mentira morreu

Bob L, membro ativo recente
Comitê de H&I da WSC
Sou um adicto. Meu nome é Bob. Hoje comemoro doze anos limpo em Narcóticos Anônimos. Todos os anos, neste dia, procuro comemorar meu tempo limpo no mesmo lugar onde ouvi pela primeira vez a mensagem de NA – em um painel de H&I.

Este ano não foi diferente dos outros onze. Ontem há noite tive o privilégio de participar de um painel no Exército da Salvação, na minha área. Aqueles de nós que, regularmente, levam a mensagem em um hospital ou instituição conhecem a gratidão que resulta de tal compromisso.

Eu costumava pensar que precisaria, de fato, ir para detrás das grades, para ser um membro empenhado no serviço de H&I. Na verdade, a maneira de apoiar H&I é levar a mensagem para lugares de onde os adictos não podem sair para as reuniões externas. É o caso dos membros da comunidade do Exército da Salvação. Meu maior sentimento de gratidão aflora quando vejo adictos que fazem parte da minha irmandade local (Kevin, Mike), alguns com três ou quatro anos limpos, e que ouviram a mensagem, pela primeira vez, em um painel de H&I naquela instituição.

Apesar da minha expressão de amor por H&I incluir a participação em reuniões de H&I atrás das grades, não me limito a reuniões em presídios e cadeias. Sinto-me grato por poder ajudar, em muitos lugares, a provar que a mentira morreu. Nós nos recuperamos!

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Questões, questões, questões

O Quadro de Custódios dos Serviços Mundiais recebe, quase diariamente, cartas solicitando orientação a respeito de uma variedade de assuntos. Respondemos as cartas e também registramos a existência dos problemas que surgem por toda nossa irmandade. Preparamos boletins, para tratar dos problemas, existentes em várias comunidades ou recorrentes.

Há cerca de um ano publicamos um boletim intitulado “Sobre metadona e outros programas de substituição de drogas”. Este ano estamos desenvolvendo um informativo que trata da visão de NA sobre abstinência. Abordaremos questões do tipo: “A cerveja sem álcool e outras bebidas “não-alcoólicas” são consideradas drogas?” “E o uso de medicação psicotrópica?”

Também programamos um boletim dirigido à questão da manutenção dos membros de NA nas salas e no serviço. Muitas comunidades de NA descobriram que os companheiros mais “antigos” não freqüentam mais as reuniões de recuperação, ou perceberam que os encargos de serviço são preenchidos, em sua grande maioria, por um número desproporcional de “novos”, em relação aos mais “antigos”. O que aconteceu com nossos companheiros com maior tempo de recuperação? Existirá uma maneira de mantê-los envolvidos? Que tal pegá-los e mantê-los envolvidos no serviço?

Agradecemos que nos enviem seus comentários a respeito destes dois temas, aos cuidados do WSO.


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Por que precisamos traduzir 
material de serviço?

Bo A, Membro Votante
Cynthia E, Vice-coordenadora
Comitê de IP da WSC
Estamos nos tornando o que sonhamos um dia: uma irmandade verdadeiramente mundial. Levando nossa mensagem aos adictos no mundo todo, em seu próprio idioma, fazemos mais por eles, individualmente, do que podemos avaliar. Mas, e as comunidades emergentes de NA, separadas das outras, na estrutura de serviço de NA, devido ao idioma? Existe uma real necessidade de se traduzir os materiais de serviço.

Na Conferência Mundial de Serviço, em abril deste ano, o Comitê de Informação ao Público da WSC e o Comitê de Hospitais e Instituições da WSC organizaram uma mesa-redonda, para discutir o tema durante o Fórum de Desenvolvimento. Queríamos descobrir uma maneira mais efetiva de responder ao anseio da irmandade por material de serviço traduzido – em especial, o material usado pelos comitês de IP e de H&I. Solicitamos que os participantes partilhassem sua experiência prática na tradução desses itens.

Segue uma síntese dos pontos levantados durante a mesa-redonda.

Por que precisamos traduzir o material de serviço?

Quando uma comunidade de NA está pronta para traduzir materiais de serviço?

Quem trabalha na tradução dos materiais de serviço?

Qual o melhor procedimento para se traduzir o material de serviço?

Qual material de IP e de H&I deverá ser traduzido?

Nota: “Fatos sobre Narcóticos Anônimos” e “Narcóticos Anônimos: Em Parceria com a Comunidade” foram documentos redigidos, especificamente, para uso em eventos internacionais. São excelentes fontes para apresentações e respostas a perguntas de profissionais sobre NA.

Que liberdade tem uma comunidade local para adaptar o material para suas leis e costumes?

Como posso obter maiores informações a respeito de serviço e traduções?

As comunidades de NA em desenvolvimento apresentam as mesma necessidades que as comunidades novas em que se fala o inglês. Só lhes falta dispor da experiência, força e esperança registradas em nosso material de serviço, atualmente, escrito em inglês. Com o tempo, esse desafio poderá ser superado. Mas, quando? Poderão os comitês de IP e de H&I crescer, sem ter acesso a essa valiosa experiência? Sim, mas com muita lentidão e uma série de frustrações!

Nosso debate, na WSC, foi importante para chamar a atenção dos servidores de confiança mundiais para a carência de material de serviço traduzido. Apesar de, muitas vezes, não dispormos de respostas definitivas para nossas questões de tradução de itens de serviço, existe uma rica experiência em nossa irmandade. Esperamos que, com a continuidade e maior participação, possamos modificar o futuro dos adictos que servem a Narcóticos Anônimos, colocando à sua disposição a experiência, força e esperança que o material de serviço proporciona a todos nós.


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A WCNA-28 será realizada 
na Colômbia!!

Agora é oficial – a 28a. Convenção Mundial de Narcóticos Anônimos será realizada em Cartagena, Colômbia, de 6 a 9 de julho do ano 2000. Após um processo de seleção de um ano, que levou em consideração também as cidades do Panamá, Rio de Janeiro e Buenos Aires, Cartagena revelou-se a melhor opção para a convenção. A cidade é um encantador balneário localizado no Caribe. Combina praias e hotéis modernos com uma cidade histórica, rústica e murada, que serviu como primeira defesa colombiana contra a pirataria nos tempos coloniais. O resultado é liberdade, independente das preocupações típicas de quem pensa em viajar para a Colômbia.

Provavelmente, o mais incrível, para nós, é a natureza histórica da decisão. Será a primeira convenção realizada na América Latina. A Colômbia está hoje, também, entre as duas maiores comunidades de NA da América Latina. Fundada no início dos anos 80, hoje dispõe de mais de uma centena de reuniões semanais em 14 cidades do território colombiano. A região opera um escritório de serviço em Medellin e organiza uma convenção anual. Possui comitês organizados de H&I e IP e envia, a cada ano, um delegado à WSC.

A WCNA-28 será a maior convenção jamais realizada na cidade de Cartagena. O prefeito da cidade contribuiu muito para nossa decisão de realizar a convenção lá. Viajou a Los Angeles, para fazer uma apresentação da cidade colombiana; reservou a praça principal do centro histórico da cidade para realizarmos a reunião principal de sábado e a comemoração do dia da unidade; e marcou reunião de várias autoridades do governo colombiano conosco, para planejarmos conjuntamente a concessão de vistos para entrada na Colômbia.

Uma das maiores repercussões de nossos entendimentos com o prefeito foi uma conferência de imprensa para anunciar nossa decisão de ir a Cartagena. A conferência de imprensa, por ter sido convocada pelo prefeito, atraiu a imprensa local. A equipe do WSO, juntamente com os membros da irmandade na Colômbia, reuniu-se com mais de vinte representantes da TV, rádio e imprensa colombiana. Dois jornais nacionais e um jornal municipal publicaram artigos sobre NA, houve diversas histórias noticiadas na TV e entrevistas nas rádios. O evento representou, talvez, a maior oportunidade de IP da nossa história na Colômbia.

Para muitos de nós, o evento terá um significado especial no tocante à mensagem de recuperação na Colômbia. A nossa demonstração de unidade, celebrando a recuperação através de uma convenção mundial, é uma mensagem poderosa. Você consegue imaginar um lugar no mundo melhor do que esse para se reconhecer que nenhum adicto precisa morrer dos horrores da adicção? Fique ligado. Mais será revelado!


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Last Laughs

Dentre todos os fatores que contribuem para a nossa recuperação, a capacidade de rir de nós mesmos é um quesito muito importante. De fato, com tudo o que temos de encarar no dia-a-dia – impotência, defeitos de caráter, questões espirituais – o humor é indispensável à nossa sanidade. Neste espírito, apresentamos a coluna humorística, que publicaremos regularmente na The NA Way Magazine. – Ed.

Fora da agenda!

Uma visão amorosa e irreverente 
do serviço em NA

Depois de mais de dez anos no serviço, sobrevivi a mais reuniões, tomei mais café e dei mais risadas da nossa bobeira coletiva, do que vocês possam imaginar. Gostaria de partilhar minha experiência, na esperança de que vocês, com eu, considerem o serviço uma atividade divertida.

Que tal as reuniões de serviço? Aqueles encontros de adictos pálidos, tensos, de aparência séria, que considerávamos tão misteriosos e intrigantes quando chegamos. A posição de poder, o lugar onde Deus se expressa através de nós (!), as quase sagradas discussões de estatutos, o livro de procedimentos parlamentares (Robert’s Rules) sobre a mesa. Ah, o serviço abnegado – o apogeu dos membros de NA. Estas diretrizes foram elaboradas, tendo em mente a Conferência Mundial de Serviço. Mas podem se aplicar, facilmente, a instâncias inferiores do serviço (ou superiores, dependendo do ponto de vista).

A guerras revolucionárias
(ou epidemia de moções)

Uma das funções da conferência é elaborar diretrizes para NA. Isto é feito através da aprovação (ou rejeição) de moções e resoluções. As resoluções têm ganho em popularidade, uma vez que exigem pouco tempo dos funcionários e voluntários. A coisa só fica mesmo assustadora, quando as resoluções vêm acompanhadas de planos para sua implementação. Felizmente, isto não acontece com freqüência ou, pelo menos, não acontece no mesmo ano, ou no mesmo corpo de serviço.

Enfim, apresento algumas regras:

  1. As resoluções e as moções só deverão ser apresentadas pelo plenário (as regiões são as únicas entidades válidas da irmandade). Os comitês executivos, a liderança da conferência e os funcionários sofrem um processo de desespiritualização, quando deixam de ser porta-vozes da consciência coletiva e passam a ser “líderes”. A partir desse momento, não podem mais lidar com moções e resoluções, sob risco de contaminá-las.
  2. As resoluções e moções deverão ter sido discutidas, previamente à WSC, pelas pessoas pertencentes às regiões. Todas as resoluções e moções são distribuídas através do sistema DDI (Discussões Destituídas de Informação), até três minutos antes da WSC, para que a consciência coletiva possa se expressar. Dois custódios serão clonados e enviados aos quatro cantos do planeta, para levantarem as informações não incluídas no DDI.
  3. Os assuntos não deverão ser decididos até que a conferência esteja reunida há três dias, ininterruptamente, e esteja completamente esgotada pela emoção de encontrar adictos do mundo inteiro. Assim, o corpo de serviço estará amaciado o suficiente para não causar maiores danos.
  4. Todas as resoluções deverão começar com “Fica resolvido que” e conter, ao menos três vezes, a palavra “considerando”, e duas advertências. Todas as moções deverão ser emendadas pelo seu proponente, assim que chegarem ao plenário.
  5. Todas as moções deverão terminar mais ou menos assim: “Pois que, desta forma, estaremos cumprindo a vontade de Deus, da maneira como o compreendemos, através de processo abrangente e inclusivo, para assegurar que nenhum adicto, em qualquer lugar, precise morrer dos horrores da adicção.” (Assim, ficará melhor protegida das emendas “amigáveis” oferecidas em plenário; mas cuidado: alguém exigirá que se retire o gênero da palavra Deus. Também haverá bastante texto para ocultar a real intenção da moção.)
Quando as sessões de assuntos antigos tiverem início (com um dia e meio de atraso), o coordenador dirá: “São seis horas da tarde e eu sei que vocês querem parar para jantar; mas o comitê administrativo e eu estivemos acordados a noite toda trabalhando na pontuação das moções, e acreditamos que estas vírgulas requerem uma análise cuidadosa por parte de vocês ...”

“Ponto de informação, Sr Coordenador”, grita a mulher no microfone central. “Sou delegada da Região das Pestes. Apenas uma pergunta. Temos quorum para decidir?”

O coordenador, após sussurros com o consultor parlamentar, anuncia que o quorum consiste em 50% do número dos participantes presentes, e pergunta ao corpo de serviço se está pronto para votar. A delegada da Região das Pestes começa a apelar a decisão do coordenador, mas o microfone, controlado pelo palanque, subitamente emudece.

A delegada corre para outro microfone, finalmente alcançando-o, após terem sido aprovadas mais três moções. Finalmente, desiste, deixando o recinto. Aos poucos, os delegados regionais e seus suplentes vão se arrastando para fora da sala, cansados e confusos. Só permanecem alguns sobreviventes, emendando com selvageria as moções, independente dos conflitos em relação aos estatutos em vigor, até que o coordenador percebe que pode declarar recesso, por falta de quorum. O comitê administrativo encaminha-se, então, para uma sala de reuniões no 16º. andar, para discutir o lodo parlamentar a ser atravessado para desfazer tudo o que a conferência quiser desfazer na manhã seguinte, ou seja, o que ficou decidido naquela noite.

A criação de um comitê ad hoc

Os adictos têm uma inclinação especial por comitês. Ninguém sabe por quê. Talvez pelo mesmo motivo porque têm inclinação pela adicção.

Os comitês são criados, principalmente, para justificar tudo o que vigorava anteriormente, e para evitar que sejam operadas maiores mudanças. Os fundadores de NA não tinham um comitê. Se tivessem, os Doze Passos seriam ainda uma minuta, “Para revisão apenas, não para distribuição”. E, no lugar de “Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção ... “, teríamos mais ou menos isto: “Sempre que possível e sujeito a revogação por parte do indivíduo, por suspensão, temporária ou permanente, da sua vontade, poderemos descobrir, em alguns casos, que alguns de nós viram-se desafiados por forças de gênero neutro, que pareciam ameaçar nosso livre arbítrio em diversas e constantes manifestações doentias que, na maioria dos casos, eram seguidas pelo consumo excessivo de uma variedade de substâncias corpóreas e não corpóreas, ou de prolongada atividade, considerada por demais prejudicial ...”

Os comitês são freios poderosos contra ações irresponsáveis. O processo de participação de todos, através da coleta e utilização de comentários e sugestões da irmandade, e da busca de um consenso, paralisam qualquer tipo de ação. Se uma ação ameaçar acontecer, a despeito deste rebuscado processo, é chamado um consultor para propor recomendações.

Qualquer lugar onde os adictos se reúnem, para promover a recuperação ou o serviço, é pleno de oportunidades de crescimento. Você queria diversão e relaxamento? Lamento, mas NA oferece apenas uma promessa ...

Barbara G, Califórnia

Cessão de direitos autorais

Todos os artigos submetidos deverão ser acompanhados deste documento de cessão de direitos autorais, assinado:

Eu, abaixo assinado, concedo a World Service Office, The NA Way Magazine, seus sucessores, prepostos, e todos aqueles que agirem em seu nome, autorização para publicar o material original em anexo.

Compreendo que esse material será editado e, ainda, que poderá vir a ser reproduzido em outras publicações da irmandade de NA. Tenho total capacidade legal para conceder esta autorização e eximo World Service Office e a The NA Way Magazine de qualquer queixa apresentada por mim, meus sucessores e/ou prepostos.

Assinatura: _________________________________

Data: ______________________________________


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Devido a mudanças na nossa política de vendas, a partir de 1 de agosto, os preços de folhetos, fichas-chaveiro e fichas sofreram aumentos. Os reajustes deixaram estes itens mais nivelados aos custos de outros produtos do WSO. Os índices de aumento exatos estão detalhados no Catálogo de Produtos do WSO.

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Poster das 12 Tradições
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Funciona: Cómo y Por Qué
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A Guide to Local Services in NA
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ITENS A SEREM DESCONTINUADOS

Devido a sua baixa vendagem, o Quadro de Diretores do WSO decidiu descontinuar as vendas da caneca NA Way (Item n.º 9417) e da caneca do Slugg (Item n.º 9416), quando esgotadas em nosso estoque.



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